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Os amigos que fazem parte deste projecto cultural

Liberta-te das amarras

E eis que chegam finalmente os dias de brisa suave, os dias de amor que quase a deixam confundida, ela que olha a vida ao longe por entre o serviço apressado da esplanada onde trabalha, sentindo que a vida lhe estava a passar ao lado, vendo sorrisos nos rostos de outros, sem ter tempo para si... fazia-lhe uma certa confusão saber não ter tempo para nada. Será distracção ou ainda não sentiu o apelo da vida; será que esqueceu como é belo e rico esses estados de alma que a todos chama, se vê metida num centro comercial o dia todo, não tem tempo para nada, muito menos predisposta para essas coisas do amor, andando mais preocupada com as prestações da casa, com a ATL dos filhos ou com a reforma da mãe que não chega, para ajudar nas contas; que isto de ser mãe solteira tem as suas voltas.

Bem longe dali as andorinhas chegam em bandos à sua aldeia, chegam aos magotes prenhes de saudades voando livres, cruzando ziguezaguentes pelos campos verdes, alegrando cada canto cada esquina e se entregam aos prazeres da vida.

Na cidade a nada disto se assiste, assiste-se a pequenos-grandes dramas humanos de quem vê a vida de forma passiva quase indiferente teimando em manter uma atitude contrastante face ao corre corre do quotidiano sem haver tempo para nada e aí permanecem  indiferentes, calados e tristes vegetando numa pressa que os devora, dando a ideia de não quererem acreditar que se pode tentar ainda ser feliz aqui e ter tempo para amar, conseguir criar os filhos conforme se deseja preparando-os para a vida.

Mas o escasso tempo livre que se tem, esse vive-se à pressa sobretudo depois do sol se pôr, ao som de musica estridente e um copo na mão, e onde o amor se confunde uma vez mais com sexo. Não há tempo, tudo é demasiado voraz para haver romance.  Não há tempo para se pensar no amor muito menos na renovação dos tempos... dos novos tempos, e, por isso se quedam calados e tristes, curvando a cabeça ignorando os ciclos da vida, escondendo-se de forma absorta sob a penumbra do tempo, esse sim corre de forma inexorável fazendo de cada um de nós, meros figurantes, meros espectadores que assistem conformados.

E assistimos indiferentes a tudo vendo desenrolar-se a história que vemos mas não sentimos já sem esperança, como se tivéssemos chegado ao fim da linha e nada mais importasse permanecendo amorfos.



FIM DA LINHA ?

E quando nada restar
que não sejas tu
passa água pelo rosto
e acorda para a vida
ganhando coragem

Não te escuses com outros
não procures desculpas
apenas tu contas
a vida que desperdiças
é apenas a tua
aproveita o tempo
aproveita a maresia
e o chilrear das aves
que não tardarão aí

Abandona a cidade
ela não tem tempo para ti
é urgente ganhar coragem,
liberta-te hoje mesmo.





António Gallobar







CAMPANHA DO PIRILAMPO MÁGICO - 2012










Está a decorrer pelo 26º ano consecutivo a importante campanha que todos aqui em Portugal conhecemos  como campanha do Pirilampo Mágico, em nome de todas as crianças vos digo que este ano mais do que nunca  é mesmo preciso colaborar sobretudo nesta altura, é uma importante fonte de receitas para milhares de crianças.

 

 

 

Campanha Pirilampo Mágico

A Campanha Pirilampo Mágico é uma Campanha realizada anualmente, no decorrer do mês de Maio, em parceria com a RDP - Antena 1 e toda a sua organização é promovida pela FENACERCI, unindo esforços de todos os colaboradores e directores desta mesma Federação.

Objectivos da Campanha Pirilampo Mágico

Angariação de Fundos em favor das CERCI`s e outras organizações congéneres; A “Campanha Pirilampo Mágico” envolve cerca de 100 Organizações sem fins lucrativos e mobiliza milhares de pessoas entre familiares, técnicos e cidadãos anónimos.






Eu já tenho aqui o meu, é urgente ser solidário.

Precisamos pensar nos mais vulneráveis e já resta pouco tempo.



Partilhar os sentidos...

Partilhar a vida,
cada segundo 
cada ilusão.
Saborear
apaixonados,
 o cair da tarde
ou nascer do dia

Felizes os sentidos
permaneceram embevecidos
se quedarão mudos
e por amor,
por amor
 se hão-de deixar morrer
um dia.




António Gallobar

                                                                            

Até quando

Arrastas o corpo perdido na lama
há muito desistiu,  não quer lutar
Ignoras a voz que veemente chama
Teimas no erro, te deixando ficar

Rodeada por essa loucura abstracta
Esqueces o que queres e nutres
Nem vês afinal o que te apaga e mata
abandonas o corpo sagrado aos abutres

Até quando, pergunta alguém então
Se te quedas muda nesse pranto
o silêncio aplacou a fúria a razão
e ignoto o corpo sente, sem espanto.

Até quando?
Até quando… 
Até quando?



Apenas reflexos


Mal houve tempo, para me despedir de ti
apenas reflexos do teu fulgor ficarão
pouco a pouco se irão desvanecer
guardarei do que foste, suave lembrança.

Ficou em mim o calor efémero
das lembranças felizes que deixaste
fazem acreditar que é possível
alfim quem sabe, amanhã irás voltar

E nesse encanto louco, adormeço
resistindo às trevas que me prendem

Na incerteza dos dias...












Urgente reencontrar caminho

redefinir os sentidos

lá no fundo da alma esquecidos

onde se perdeu a essência do ser.




(Na incerteza dos dias… )


É urgente reaprender a sorrir

procurar na memória perdida

amnésia triste e solitária vida

de quem se esqueceu de viver.




(Na incerteza dos dias…)


Descompasso incerto, não saber...

sim, por vezes desconcertante...

Urge redefinir rumo, inspirar o instante

É urgente viver, acreditar no porvir




António Gallobar



 


Quero palavras e sonhos doces...

Quero palavras e sonhos doces, o mais que conseguir encontrar, algo que me faça a mim e a ti feliz, que consigam transmitir esperança… alguma esperança; eu bem sei que ela anda fugidia… sabemos que anda escondida algures por aí, perdida triste só e abandonada.

Ah pois quase me esquecia… tenho de encontrar as tais palavras doces… que prometi.

Mas aviso quero-as doces..., bem docinhas, quero gente feliz e com sonhos… sobretudo com sonhos, quero que todos os tenham esta noite, sobretudo nesta noite.

Quero-as doces, bem docinhos
como a aletria, suaves como o creme queimado,
como as filhoses como as rabanadas,
como só a mãe sabe fazer.

Sabes…
eu queria tanto saber encontrar
as tais palavras doces… mas sabes… lá fora afinal tudo é diferente…
Faz um frio de rachar, não é só frio frio que quis dizer, sobretudo com o coração frio bem gelado, e nós... nós cá dentro não sentimos temos o coração quente, temos a lareira acesa, mas sabes...
O velhinho das barbas brancas não tarda, vai chegar… As crianças, não param de correr, nem de gritar
sente-se um burburinho, um aroma que consola, autentica magia paira impaciente no ar.

De repente…
O pai natal tem mesmo que chegar…

Instala-se o caos,
Risos de espanto
olhos arregalados,
embrulhos rasgados
Tanta coisa, tanta coisa
e alguma…
que não faz falta nenhuma...
laços, lacinhos papeis e caixas
Os lixeiros amanhã vão ter muito que levar.

No meio da loucura, pensei… E se este ano fosse diferente! Que não fossem apenas palavras lindas e perfumadas, estudadas cheias de métrica, para… na memória de todos ficarem.

Vamos todos esta noite, pelas ruas fora distribuir amor, um coração em forma de um chocolate quente, e, umas quantas fatias de bolo rei… já agora as roupas que não usei… e, por certo não irei usar.

É isso...
nesta véspera de natal, vai acontecer Natal, vai haver certamente Natal…

Esqueci as palavras docinhas
Esqueci as fantasias
Quero que aconteça
Natal real...





.
BOAS FESTAS e um FELIZ NATAL.

Na impossibilidade de poder passar pelas paginas de todos vocês amigos e amigas que têm paciência para me aturar os meus ditirambos... não quero deixar de lhes desejar um Santo Natal, e deixar-lhes aqui, um fraterno abraço de boas Festas a todos que por aqui passam, e que aconteça Natal nas nossas vidas... sobretudo temos que pensar nos pobres que não têm nada, a não ser o nosso amor e a nossa compreensão. E então que aconteça Natal...

António Gallobar

Videos de fotos de Paris

Olá meus queridos amigos(as),

Acabei de fazer um pequeno video com fotografias da cidade de Paris,  fiz duas versões, mas ainda não sei a que ficará no youtube...

aqui vou deixo as duas versões:

Versão   A
Musica de Charles Aznavour - She







Versão   B
Musica de Frank Pourcel





Espero que tenham gostado... deixo desde já um grande abraço para todos vocês.
Quebranto?






E pasmo
perdido na bruma,
na espuma
do tempo vivido
em marasmo
na quietude do tempo.

Partiste
perdeu-se o encanto
ficou a existência
arrastada e sofrida
do espanto.

Foi quebranto....
quebranto,
é viver contigo
sem ti, será sempre castigo!

Volta...
mas não me digas depois,
depois...
costumas dizer sempre depois!

Sabes
depois de ti,
não...
não haverá mais depois.

Escutarei eu vozes?
acho... ouvi p'ra meu espanto
alguém docemente disse
palavras de puro encanto...
"Foi quebranto,
foi quebranto,
é quebranto..."

Na penumbra dos dias, há um rio que corre...


Deixo a água que corre
passe lesta por meus dedos
e leve com ela, segredos
por quem minh' alma morre

E nessa penumbra  plangente
tacteio o caminho no escuro
a ver se encontro o futuro
na ânsia de ser o presente







Lançamento Poiesis XX



Acabadinha de chegar a capa do novo livro de Antologia Poética, na qual participo com muito prazer conjuntamente com mais 59 autores, que tal como eu, renovam o sonho de acreditar que é possivel tornar este mundo melhor sobretudo mais poético, com mais beleza, e assim continuarmos a acreditar no sonho, e não nos deixarmos vencer pelo desânimo.


Atreve-te

Ousa o impossível
almeja o que podes bater
afasta de vez os receios
acabarão por te tolher 

Levanta a cabeça, que morres
deixa o conforto, perscruta
atreve-te um pouco mais
cruza a ponte, vai à luta

E essa barca de espera
nada será o que era
tens nesse sonho adiado
a vida a deter-se em espera






Inquietude....

E hás-de voltar a chamar os sonhos
Que teu corpo tanto afanou
Perderam-se por aí escondidos
Numa gaveta (do tempo) perdidos
esquecidos  (de quem és),  do que ficou

Ah! Mundo (tonto) que te perdeste
alheio (a tudo) passas vegetando
não querer saber (de ti, de mim) da vida
Que embora inusitada (deveria)  ser querida
Me obrigas a viver (triste e só) sem ditirambo

E revejo nessa inquietude (solitários) sonhos
acho que consigo ver onde afinal te perdeste
sinto que foges (demais),  mal te  vejo,
afogarei (a tristeza) o desejo
sabendo que nunca, nunca entendeste

António Gallobar









Vamos conquistar o mundo




O beijo apaixonado


 
Ficaram a olhar-se sem nada dizerem, simplesmente olhos nos olhos. Era um momento único, ficar a sós com ela e logo, com aquela rapariga… a rapariga com que se ocupava em seus sonhos. Disse-lhe baixinho, como quem confessa algo que o perturba mesmo muito, que há muito o atormenta:

-Sabes? Penso, muito em ti!

Ela emudeceu, pareceu corar, talvez, aquelas palavras a tivessem deixado ficar um pouco envergonhada, esperava, porém achava que não as ouviria, pelo menos tão cedo, mas gostou do que escutou, balbuciou como que ensimesmada, apenas lhe disse algum tempo depois, depois de ponderar, se devia dar alento àquela súbita investida, respondeu-lhe com um sorriso nervoso

-Tem a sua graça… eu também...”.

Deixaram-se ficar calados por breves instantes, pareciam estar a querer entender-se. Raul pegou nas mãos delicadas de Eugénia, sentiu-as estremecerem ligeiramente, com suavidade inclinou a cabeça e beijou-as num impulso quiçá impensado. Ela olhou para ele e disse-lhe, bem mais decidida do que ele:
-Queres namorar comigo?

-Namorar… contigo! É o que mais desejo... Respondeu prontamente.

-Gostei do beijo, mas podias ter escolhido um sítio melhor...
-Onde?
-Assim!
Maria Eugénia, avançou, deu-lhe um beijo apaixonado, na boca.

Protegidos pelos arbustos do quintal de Joaquim, ficaram mais uns instantes abraçados. O coração de ambos bateu loucamente, ouviam-se a quilómetros de distância, tal a intensidade recíproca da paixão, própria de quem ama, não importa ter dezasseis, ou sessenta e um anos, é igual. Quando esse dia chega nada no mundo interessa, se há pai ou mãe que não queira, se pode ou se não se pode... O importante é estar próximo de quem se ama, só o estar próximo já é bom, aquele beijo!
Oh que fantástico beijo pensava o rapaz, tudo o que fez, valeu a pena. Nem sabia como encontrou coragem, para a beijar, era incrível namorar com aquela rapariga tão fantástica! Este era um daqueles momentos inesquecível para qualquer ser humano.
Ao longo da vida, recordamos estes momentos que marcaram indelevelmente para sempre. Com o tempo, por vezes esquecemos emoções como estas, tão lindas, confundimos o amor com outras coisas, habituamo-nos uns aos outros e deixamos o amor arrefecer. O amor precisa de uma porta aberta, para que por ela entre uma brisa, mesmo que ligeira para que o braseiro do amor não se extinga e permaneça vivo. Quando se olha para trás, e se vê dentro da nossa cabeça, imagens gravadas a ouro, simples e puras, como esta, que nos fazem despertar para lado bom da vida e fazem de nós seres humanos únicos, capazes de saber preservar e prolongar estes momentos, que por vezes não passam de simples troca de olhares, ou simplesmente um beijo apaixonado, que por ser o primeiro é naturalmente único, capaz de conseguir mudar toda uma vida.

Contigo vou ensaiar os passos
para conhecer o mundo
em passos insinuantes
enleados na volúpia
dos dias


Anda,
mostra o caminho
para não me sentir perdido,
nessa valsa.
eu sigo levitando
nesse sonho
bem acordado.


Ah... 
chamas-me poeta
pedra angular,
esteio
sonhador
mas que sou, senão
o homem que sonha
que apenas tenta aprender a viver
com todas as suas forças.


A tua mão me espera...
convite irrecusável.
para quem ama a vida
Vamos?
vamos...
O mundo nos espera.